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Prevenir
ainda é o verbo |
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Quando
o assunto é nossa saúde, cada vez mais precisamos conjugar
o verbo prevenir. Todos sabem que as chances de cura
aumentam à medida que a descobrimos o mais cedo possível a
doença. Isso é notório. Mas você busca, em sua agenda
lotada de compromissos, um horário para seus exames de
prevenção? Se você balançou a cabeça negativamente,
este é o momento de rever sua escala de prioridades. Do
mesmo modo que nos programamos para a rotina de trabalho,
precisamos adotar uma disciplina para a realização de
consultas e exames. Por outro lado, se for surpreendido por
uma doença, é preciso estar também preparado. Isso é
possível a partir de uma atitude mental positiva, de
esperança na superação da patologia.
Estudos científicos demonstram que pessoas em grupos de
pesquisa selecionadas para tomar medicamentos com placebo
apresentaram melhora. Sem a existência do princípio
medicamentoso, o pensamento moldado em otimismo e esperança
operou verdadeira revolução. E, mesmo que você não
consiga deixar o pessimismo de lado, é preciso também
contar com a ajuda de grupos de apoio que mostram exemplos
de pessoas que, de maneira igual, também passaram por tal
situação. Como somos egoístas na dor, fazer parte de
grupos de apoio nos ajuda a enxergar outras pessoas que estão
no mesmo barco. É preciso apenas remar com força para
alcançar águas mais calmas e tranqüilas, vencendo
qualquer intempérie que se lance à volta, com coragem e
altivez. A cada um de nós impinge um ritmo diverso à vida.
Algumas vezes estamos mais “elétricos”, outras mais
lentos. No entanto, temos um ritmo próprio, adaptável às
diversas situações de vida, mais flexível ou não
dependendo de como somos. A atenção a este ritmo próprio
e pessoal é uma das variáveis que nos permite estar bem ou
não conosco mesmos. O processo de saúde ou doença que
criamos depende diretamente de como nos relacionamos com
nosso próprio ritmo e também do respeito a ele. A doença
surge muitas vezes como um alerta do corpo à necessidade de
mudar o ritmo. Os sintomas nunca são puros sintomas, senão
amostras de algo maior que nos está acontecendo. Funcionam
como um alerta àqueles que aprendem a ouvi-lo.
O corpo é um grande sábio. O nosso único mal é que somos
educados de modo a não ouvi-lo ou respeitá-lo. E assim,
nosso ritmo que está bem dentro de nós é desrespeitado a
cada momento, criando novos desequilíbrios e doenças (físicas,
emocionais ou mentais). Porém, após as nuvens pesadas que
anunciam a chegada da tempestade – no caso as doenças –
sempre aguardamos um céu limpo, que se traduz na superação
de nós mesmos. |
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