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A carreira
Boa parte do glamour que cerca essa profissão tem origem nos noticiários de
TV. Os repórteres e âncoras de programas ocupam na imaginação das pessoas
o mesmo lugar reservado aos artistas de novela. Mas a realidade do ofício é
outra, e nela, ao contrário do céu, há espaço para poucas estrelas.
Ser repórter - cobrir um grande evento, entrevistar pessoas com histórias
a contar, investigar um escândalo, conhecer lugares novos - ainda é o grande
atrativo do jornalismo, mas o mercado de serviços noticiosos on-line e o de
assessoria de imprensa para empresas e instituições são os que mais crescem
e oferecem oportunidades de trabalho.
O jornalista tem de ser curioso, atento, gostar de ler e se informar
sobre o mundo e as pessoas. Também tem de saber trabalhar sob pressão: a
tarefa de receber, selecionar e escrever as notícias que irão compor o
jornal, a revista ou o noticiário de TV precisa ser cumprida em prazos
apertados. Embora seja difícil fazer um retrato absolutamente imparcial de um
fato, o repórter persegue a meta de oferecer a versão mais completa do que
aconteceu. "Uma boa reportagem deve ser multifacetada", explica
Fabiana Pereira, repórter da Agência Folha, em São Paulo. "Mas nem
sempre conseguimos cumprir toda a pauta, já que temos de respeitar os
prazos."
Nas assessorias de imprensa, o jornalista exerce uma série de funções.
"Escrevemos discursos, colocamos a imprensa, o jornalista exerce uma série
de funções. "Escrevemos discursos, colocamos a imprensa em contato com
os diretores e produzimos um jornal", diz Francisco Ruiloba, assessor de
imprensa da Apeoesp, o sindicato oficial de São Paulo.
Como ocorre em outras áreas, há cada vez mais profissionais sem
carteira assinada, trabalhando como prestadores de serviços (free lance),
exercendo seu ofício em escritório próprio ou em casa, usando computador e
fax.
O mercado
A internet é um campo que absorve cada vez mais profissionais. O jornalista
produz conteúdo para sites, desde reportagens até textos de apresentação
de empresas ou organizações, em sua home page. "Há muitos projetos que
precisam de um profissional da informação, como centros de memória
empresarial e bancos de dados de ONGs", diz o professor Luiz Egypto de
Cerqueira, da PUC, em São Paulo. As assessorias de imprensa são as grandes
empregadoras para quem não consegue vaga nas redações.
Salário médio inicial: R$ 839, 10
Em alta: Internet
O curso
No
primeiro ano, muitas disciplinas básicas: história do jornalismo, teoria da
comunicação, sociologia, história da arte, língua portuguesa e filosofia.
A partir do segundo ano, começam as matérias técnicas, como diagramação,
fotojornalismo, produção de textos e atividades práticas em laboratório.
Exige-se uma monografia na conclusão do curso ou projetos para rádio e TV.
Duração média: quatro anos.
(fonte: Guia Abril do
Estudante 2000)
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