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A carreira
"Cinema é quase uma
carreira imaginária. A situação do cineasta é muito incerta e estamos
sempre correndo atrás de dinheiro para as produções", afirma o diretor
paulistano Ugo Giorgetti, realizador dos filmes Sábado e Boleiros, que ajudam
a manter a magia do cinema. Por isso, ele alerta: "Cinema, só com
vontade, não dá pra fazer". Mesmo se tratando de uma profissão difícil,
a retomada da produção nacional e o sucesso de filmes com Central do Brasil,
O Quatrilho e Carlota Joaquina deram novo alento à cinematografia brasileira.
Lentamente, surgem oportunidades de trabalho para os profissionais do setor.
Mas todos eles concordam que faltam incentivo e dinheiro suficientes para o país
manter uma indústria cinematográfica. "As leis de incentivo só atendem
à produção, mas há problema também na distribuição e na exibição",
diz Luiz Carlos Soares, vice-presidente da Associação Brasileira de
Documentaristas.
Quem quiser trabalhar nessa área precisa saber que são poucos os que
conseguem chegar à direção. Contudo, não é só com diretores que se faz
cinema e vídeo.
"Tem muita gente que se forma querendo fazer outras coisas, como
fotografia, montagem ou som", observa Beto Brant, diretor dos filmes
Matadores e Ação entre Amigos. Na verdade, é nessas áreas que existe mais
trabalho. "Uma produção envolve grande quantidade de pessoas e é comum
contar com cerca de sessenta profissionais, de atores principais a técnicos",
conta Luiz Carlos Soares.
O mercado
As maiores chances estão longe
das salas de exibição: o campo em expansão, hoje, é a TV. O crescimento
acelerado das TVs por assinatura tem promovido boas oportunidades de trabalho
em produtoras de vídeo. A TV aberta também oferece opções, como novelas e
outros programas. Os filmes publicitários são produzidos em grande escala no
país e pagam os melhores salários. As principais produções de
longa-metragem concentram-se em São Paulo e no Rio, mas está surgindo uma
indústria promissora no Nordeste e no Rio, mas está surgindo uma indústria
promissora no Nordeste e no Rio Grande do Sul.
Salário médio inicial: R$ 526, 53 por semana
Em alta: TV
O curso
No primeiro ano, você é
apresentado à linguagem e à história do cinema. As matérias práticas
entram no segundo ano, quando irá estudar cada etapa da produção cinematográfica,
do roteiro à finalização. Desde o início do curso são feitos filmes de
curta-metragem experimentais. Duração média: quatro anos.
(fonte: Guia Abril do
Estudante 2000
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