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A carreira
O apagão de 11 de março de 1 999, que deixou sem luz vários estados
brasileiros, prejudicou milhões de residências e causou prejuízos de mais
de 1 bilhão de dólares ao país. "Isso é resultado da falta de
investimento no setor de geração e transmissão de energia elétrica",
diz Luiz Pinguelli Rosa, da UFRJ, no Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério
das Minas e Energia, serão necessários investimentos de 30 bilhões de reais
nos próximos dois anos para dar estabilidade ao sistema. Como responsável
pelo desenvolvimento e pela implantação de redes de alta tensão para
transmissão de energia, o engenheiro eletricista vai desempenhar um papel
central nessa corrida contra futuros blecautes.
Não é só nesse campo que há mercado para esse profissional.
"As maiores oportunidades estarão no setor de info-telecom, que mistura
informática e telecomunicações", afirma o professor João Antonio
Martino, coordenador do curso de engenharia elétrica da FEI, em São Paulo.
"Nela, o engenheiro elétrico trabalhará na integração da telefonia
com os sistemas de rede para comunicação de dados via digital." O
desenvolvimento de programas para redes inteligentes de computador e a criação
de sistemas abertos de transmissão de dados multimídia são outras áreas
que devem crescer nos próximos anos. No setor de planejamento, projeto, execução
e implantação de circuitos e equipamentos eletrônicos, o engenheiro
eletricista normalmente trabalha em laboratório, com equipamentos de teste e
programas de computador para simulação.
O mercado
Não falta nem vai
faltar trabalho para o engenheiro eletricista. "Quem trabalha nessa área
tem as oportunidades multiplicadas por causa do desenvolvimento das
telecomunicações e da informática", afirma Mardson de Freitas Amorim,
professor de engenharia elétrica da PUC do Paraná. Há muito trabalho no
setor das telecomunicações em todo o país. Existem vagas também na área
de infra-estrutura, na ampliação de redes de geração, distribuição e
recepção de energia elétrica, nos sistemas de acionamento e controle de máquinas
elétricas, no desenvolvimento de circuitos elétricos e na pesquisa de fontes
alternativas de energia.
Salário médio inicial: R$ 1219, 32
Em alta: Telecomunicações.
O curso
Este
curso se divide em dois ciclos: o básico e o profissionalizante. O básico
ocupa os dois primeiros anos e é centrado em matemática, física, química e
informática. No ciclo profissionalizante, a partir do terceiro ano, você vai
Ter matérias como projeto e construção de circuitos elétricos, materiais
elétricos, eletrônica, circuitos digitais e eletromagnetismo. O estágio é
obrigatório para a conclusão do curso.
Duração média: cinco anos.
(fonte: Guia Abril do
Estudante 2000)
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