|
A carreira
Grande
parte das mais recentes vitórias da medicina contra as doenças
- como a descoberta de potentes drogas antivirais usadas no
tratamento da Aids e de remédios que minimizam os efeitos
colaterais da quimioterapia em pacientes com câncer - deve-se
às pesquisas na área de microbiologia e imunologia.
"Esse é hoje o ramo mais importante da ciência, a base
da biotecnologia e da engenharia genética", afirma Luiz
Trabulsi, diretor do laboratório de microbiologia do
instituto Butantã, em São Paulo. "Decifrar a estrutura
e o funcionamento de fungos, vírus e bactérias é o primeiro
passo para combater seus efeitos e utilizá-los em benefício
do homem, das plantações e dos rebanhos:, diz Carlos
Frederico Martins Menck, do departamento de Microbiologia
Molecular da USP, em São Paulo.
Os microbiologistas não estão restritos à área de
imunologia. Eles também estudam a utilização de seres
microscópios na indústria de alimentos, para a fermentação
da cerveja, do vinho ou do queijo, por exemplo. Atuam, ainda,
em órgãos de controle ambiental, avaliando os níveis de
poluição e combatendo a contaminação da água.
A microbiologia e a imunologia, especializações das
ciências biológicas, ganharam o primeiro curso específico
em 1 994, na UFRJ, no Rio de Janeiro, em virtude da demanda do
mercado. "O Instituto de Microbiologia da universidade já
tinha tradição na prestação de serviços para
empresas", conta Angela Gonçalves da Silva, coordenadora
do curso. "Por causa dessa ligação com os empregadores,
percebemos que era necessário formar especialistas na área
com urgência."
O mercado
O
graduado em microbiologia vai dividir o mercado com biólogos,
biomédicos, farmacêuticos e médicos especializados na área.
A maior oferta de empregos está na indústria alimentícia e
na de bebidas. Quem preferir trabalhar em laboratórios de análises
clínicas também encontrará um bom mercado. As regiões mais
promissoras são o Sul e o Sudeste. Salário médio
inicial: R$ 700,00.
O curso
A UFRJ oferece o único curso do Brasil. O ciclo básico é
formado por matérias como bioquímica celular, química geral
e química orgânica. Nos semestres seguintes, você começa a
estudar os microrganismos, em disciplinas como patologia e
virologia. Só depois vai enfrentar as matérias específicas.
O treinamento científico é obrigatório nos três primeiros
anos. O último ano é ocupado pelo estágio ou pela redação
de uma monografia. Duração média: quatro anos.
(fonte: Guia
Abril do Estudante 2000)
|