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A carreira
Mergulhados nas bancadas dos
laboratórios, com os olhos cravados em potentes microscópios, os
profissionais da biomedicina lidam com o que o homem mais teme no planeta: os
vírus e as bactérias causadoras de doenças. Eles fazem análises microbiológicas,
investigam a origem das moléstias e, principalmente, buscam desenvolver novas
vacinas e medicamentos. "A pesquisa é a área de ponta da biomedicina.
Com ela, sempre produzimos modernas tecnologias, contribuindo para melhorar a
ciência no país", afirma Anita Straus Takahashi, coordenadora do curso
na Unifesp, em São Paulo.
Biomédicos do mundo todo debruçam-se em pesquisas de vírus emergentes -
entre eles, o Ebola -, enquanto caminham a passos largos pela engenharia genética
atrás de vacinas contra herpes, hepatites e até câncer. "Tudo indica
que, no futuro, as vacinas serão ingeridas por meio de alimentos modificados
geneticamente", diz José Pascoal Simonetti, pesquisador do departamento
de virologia da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Simonetti trabalha
com o diagnóstico precoce do HIV em filhos de mães soropositivas.
"Hoje, apenas três meses após o nascimento, conseguimos saber se a
criança foi infectada. Antes, isso só era possível quando ela já tinha um
ano e meio", afirma.
O biomédico trabalha ligado a médicos, biólogos, bioquímicos e farmacêuticos.
"Na indústria de cosméticos, enquanto o farmacêutico e o químico
cuidam da formulação de um produto, o biomédico detecta se nele existe
algum tipo de bactéria nociva", conta Wilson de Almeida Siqueira,
vice-presidente do Conselho Regional de Biomedicina, em São Paulo.
O mercado
Não falta trabalho para o biomédico.
"Esses profissionais são absorvidos rapidamente pelo mercado de
trabalho, não só no Brasil como também no exterior", garante Wilson
Siqueira. O futuro está nas indústrias farmacêuticas, atuando na criação
de novas linhas de pesquisa e acompanhando a produção de remédios e
vacinas. Os laboratórios de análises clínicas são a opção mais segura e
conservadora.
Salário médio inicial: R$ 997,72
Em alta: Pesquisa
O curso
Os três primeiros anos são
dedicados a matérias como biomedicina, anatomia, citologia, fisiologia e
microbiologia. Aulas práticas em laboratório preenchem 40% da carga horária
do currículo. No último ano, o graduando opta por uma das áreas de
especialização e desenvolve uma pesquisa. Alguns cursos exigem, ainda, estágios
em laboratórios de análises clínicas e hospitais. Duração média: quatro
anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)
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